Ok, esse título é foda, mas eu não consegui pensar em nada melhor nem mais engraçado. É que há tanto tempo que quero escrever esse texto que na verdade nem sei mais sobre o que falar. Dava assunto para um livro. Então falar de tudo e de nada.Eu sei que esses dias eu tava vendo a Playboy TV, parece que o canal tá aberto pra “degustação” ou algo do tipo, e tava passando um filminho pornô dublado! Dublado! Achei o máximo e fiquei imaginando a situação dos dubladores. Sabe os dubladores? Aquelas vozes que a gente ouve em todos os filmes da sessão da tarde, da tela quente, nos seriados dublados e nos desenhos animados. Eles mesmos! Fiquei imaginando o sarro que deve ser quando a dubladora tem que gravar um – Vai, f... minha b... sem dó seu filho da p... – e aí começa a gemer e a xingar sem parar. Sim, porque era assim a dublagem, as devidas palavras em seus devidos lugares.
No começo imaginei aquelas senhoras que dublam a Pamela Anderson, com a voz sexy e tal. Será que elas não ficavam constrangidas? Aí pensei: porra, mas porquê ficar constrangido? Sexo é a porra da coisa mais comum que existe no mundo. Todo mundo trepa, todo mundo gosta, todo mundo gosta de ver e não há nenhuma porra de problema em se ver. Então pra quê essa culpa católica véia de guerra?
Eu, pessoalmente sou fã... gosto de fazer, ver e ouvir (ah que saudade da vizinha de cima da Frei Caneca). E penso nisso grande parte do meu tempo, e vá... estou longe de ser um pervertido (ou nem tanto).
E sabe que eu senti até um certo orgulho quando a Mônica Mattos ganhou o AVN de melhor atriz? Gostei de ver ela lá no Jô Soares, no Altas Horas, na Rolling Stones e em “outros” lugares. Eu já era fã dela quando ela não tinha tatuagens, era bem branquinha e se apresentava como Carolina. E sempre gostei das entrevistas dela porque ela tem uma sinceridade simples de menininha e não fica fazendo caras e bocas e nem fica justificando que só faz filme com roteiro e história e é atriz de verdade, isso é coisa de gente louca.
Não vou entrar naqueles méritos de que a mulher não deve ser vista como objeto, que não é mercadoria etc e tal, porque eu também acho que não é. E exatamente por não achar que eu penso que elas tem o direito de decidir o que fazem com o próprio corpo.
Fora que esse mercado do entretenimento adulto não existe sem os homens, tão objetos quanto as mulheres.
Agora existem os ídolos compulsórios, como aconteceu semana passada com uma apresentadora de TV de não sei onde, e com uma Miss de não sei que lugar. Fotos delas fazendo sexo ‘vazaram” na internet – esse troço de vazar é engraçado né? Opa, foi um acidente, vazou. Tinha um furo.
Fotos de celular, vídeos de celular, desse sem a menor definição que foram tiradas como forma de apimentar o ato... sei lá (claro que eu vi, só falo do que eu sei). Só sei que a partir daí a vida dessas minas viram um inferno.
Lembro de um caso em que uma faculdade toda invadiu a sala de aula de uma dessas minas e a policia teve que tirar ela lá do meio à força.... Porra! Qual é a curiosidade de se ver uma mina cujas fotos trepando “vazaram” na internet.
Tudo bem ver as fotos, já tão por aí mesmo. Agora ir infernizar a vida da mina? Será que rola um pensamento do tipo: “Vamos lá ver ela que ela vai dar pra gente também?” ou é só curiosidade mórbida? E pior são os que vão xingar elas de piranha, puta, vagabunda e apontar seus dedos hipócritas como se elas tivessem desencadeado o Armagedon.
Acordem pra vida imbecis... Não é porque as fotos “vazaram” – essa palavra tá me incomodando – que a mina é tudo isso. Eu fico até com certa dó, porra, ela tava na boa com o namorado, o cara quis tirar umas fotos, ou ela quis, e aí eles terminam e o cara vai colocar na internet “Olha aí a mina que eu comia!” e depois de uns 15 amigos verem, as fotos acaba em algum site. Isso sim é a verdadeira sacanagem. O tal “vazamento”.
Vamos deixar as coisas em seus devidos lugares poxa...
Sexo é bom. Pornografia até certo ponto é sadia e faz parte da educação da humanidade (venha PC´s, estou pronto pra vocês) só que não é pra dar tanta importância (pro bem ou pro mal) assim né?
Deixa a perereca da vizinha em paz... porra.





