Tuesday, July 08, 2008

A perereca da vizinha

Ok, esse título é foda, mas eu não consegui pensar em nada melhor nem mais engraçado. É que há tanto tempo que quero escrever esse texto que na verdade nem sei mais sobre o que falar. Dava assunto para um livro. Então falar de tudo e de nada.

Eu sei que esses dias eu tava vendo a Playboy TV, parece que o canal tá aberto pra “degustação” ou algo do tipo, e tava passando um filminho pornô dublado! Dublado! Achei o máximo e fiquei imaginando a situação dos dubladores. Sabe os dubladores? Aquelas vozes que a gente ouve em todos os filmes da sessão da tarde, da tela quente, nos seriados dublados e nos desenhos animados. Eles mesmos! Fiquei imaginando o sarro que deve ser quando a dubladora tem que gravar um – Vai, f... minha b... sem dó seu filho da p... – e aí começa a gemer e a xingar sem parar. Sim, porque era assim a dublagem, as devidas palavras em seus devidos lugares.

No começo imaginei aquelas senhoras que dublam a Pamela Anderson, com a voz sexy e tal. Será que elas não ficavam constrangidas? Aí pensei: porra, mas porquê ficar constrangido? Sexo é a porra da coisa mais comum que existe no mundo. Todo mundo trepa, todo mundo gosta, todo mundo gosta de ver e não há nenhuma porra de problema em se ver. Então pra quê essa culpa católica véia de guerra?

Eu, pessoalmente sou fã... gosto de fazer, ver e ouvir (ah que saudade da vizinha de cima da Frei Caneca). E penso nisso grande parte do meu tempo, e vá... estou longe de ser um pervertido (ou nem tanto).

E sabe que eu senti até um certo orgulho quando a Mônica Mattos ganhou o AVN de melhor atriz? Gostei de ver ela lá no Jô Soares, no Altas Horas, na Rolling Stones e em “outros” lugares. Eu já era fã dela quando ela não tinha tatuagens, era bem branquinha e se apresentava como Carolina. E sempre gostei das entrevistas dela porque ela tem uma sinceridade simples de menininha e não fica fazendo caras e bocas e nem fica justificando que só faz filme com roteiro e história e é atriz de verdade, isso é coisa de gente louca.

Não vou entrar naqueles méritos de que a mulher não deve ser vista como objeto, que não é mercadoria etc e tal, porque eu também acho que não é. E exatamente por não achar que eu penso que elas tem o direito de decidir o que fazem com o próprio corpo.

Fora que esse mercado do entretenimento adulto não existe sem os homens, tão objetos quanto as mulheres.

Agora existem os ídolos compulsórios, como aconteceu semana passada com uma apresentadora de TV de não sei onde, e com uma Miss de não sei que lugar. Fotos delas fazendo sexo ‘vazaram” na internet – esse troço de vazar é engraçado né? Opa, foi um acidente, vazou. Tinha um furo.

Fotos de celular, vídeos de celular, desse sem a menor definição que foram tiradas como forma de apimentar o ato... sei lá (claro que eu vi, só falo do que eu sei). Só sei que a partir daí a vida dessas minas viram um inferno.
Lembro de um caso em que uma faculdade toda invadiu a sala de aula de uma dessas minas e a policia teve que tirar ela lá do meio à força.... Porra! Qual é a curiosidade de se ver uma mina cujas fotos trepando “vazaram” na internet.

Tudo bem ver as fotos, já tão por aí mesmo. Agora ir infernizar a vida da mina? Será que rola um pensamento do tipo: “Vamos lá ver ela que ela vai dar pra gente também?” ou é só curiosidade mórbida? E pior são os que vão xingar elas de piranha, puta, vagabunda e apontar seus dedos hipócritas como se elas tivessem desencadeado o Armagedon.

Acordem pra vida imbecis... Não é porque as fotos “vazaram” – essa palavra tá me incomodando – que a mina é tudo isso. Eu fico até com certa dó, porra, ela tava na boa com o namorado, o cara quis tirar umas fotos, ou ela quis, e aí eles terminam e o cara vai colocar na internet “Olha aí a mina que eu comia!” e depois de uns 15 amigos verem, as fotos acaba em algum site. Isso sim é a verdadeira sacanagem. O tal “vazamento”.

Vamos deixar as coisas em seus devidos lugares poxa...
Sexo é bom. Pornografia até certo ponto é sadia e faz parte da educação da humanidade (venha PC´s, estou pronto pra vocês) só que não é pra dar tanta importância (pro bem ou pro mal) assim né?

Deixa a perereca da vizinha em paz... porra.

Monday, July 07, 2008

A Bolha

Folheando a revista da Folha (hehehehe) nesse Domingo (obrigado Enderson, ou Neverson), fiquei impressionado com a matéria sobre os novos condomínios fechados que estão nascendo em São Paulo. Um troço bizarro que alia moradia, prédio comercial, shopping center e área de lazer em um mesmo lugar. Ou seja, você mora, pega o elevador, vai até o prédio onde trabalha enquanto sua mulher deixa os filhos na escola do condomínio e vai até a academia dentro do shopping, depois almoça, volta e no final do dia todo mundo vai ver o Wall-E no multiplex do andar de baixo.

Puta que me pariu. O que mais falta? Além dessa geração de babacas que já tomou conta das ruas, shoppings, cinemas, teatros e qualquer lugar onde haja ar respirável, agora mais uma geração de babaquinhas ricos, criados dentro de shoppings logo tomará as ruas da cidade de assalto, sem saber o que são as ruas de uma cidade?

Eu fico imaginando que tipo de pai faz isso com o filho usando a desculpa de que vai ser bom pra ele. Bom em que sentido? Isso me faz lembrar daquele filme coxinha do Travolta em que ele morava dentro de uma bolha e não podia sair e não sabia nada de nada.

E é o que vai acontecer. Uma molecada estúpida, cheia de idéias reacionárias (ainda se usa essa palavra?), e uma postura (in)politicamente correta que vai dar medo até ao mais santo dos santos – e deixar feliz o pior dos demônios.

Quando eu era moleque, a nossa casa era a rua. Eu chegava da escola, comia (vendo chaves, claro) e já ia tocar a campainha do vizinho. A gente sentava na calçada e esperava as coisas acontecer. Ali rolavam as brigas, as conquistas, as brincadeiras.... eu lembro de dias em que crianças de todas as ruas vinham pra brincar de esconde-esconde e a cena era caótica, quase 30 crianças correndo ensandecidas pelas ruas do bairro, enquanto um coitado qualquer batia cara...
Porra, isso faz a gente se tornar quem é. Faz não termos medo de pegar um busão e ir passear em algum lugar onde nem sabemos chegar, nos faz ter a manhã de pedir informação, de saber conversar com alguém e até nos dá liga para se livrar de alguma eventual encrenca.

E nem ninguém que eu conhecia ia pra escola de perua não. A gente ia na sola mesmo. E nesse caminho rolavam as brigas, as conquistas... etc.

E o que pensar desses moleques (que de certa forma não têm culpa) e desses pais imbecis que querem enfiá-los na redoma de cristal, onde a sujeira do mundo não pode sujar o tapete chique de suas salas de TV? Penso que tenho um profundo asco desse povo. Cegos, insanos que não sabe nem o que faz bem nem pros próprios cús.

É engraçado ver que isso está aparente na própria capa da revista.

Um dos primeiros casais que vão morar no tal complexo posa feliz em um verdejante jardim artificial. Enquanto a mãe e o pai (empresários (sic)) sorriem felizes para a câmera, dá pra perceber que os três filhos (dois moleques lourinhos, bem vestidinhos e uma bebêzinha toda de rosa) já mostram pro que vieram. Um tenta escapar enquanto o sorridente pai o segura na cadeira – como quem não está nem vendo – e o outro está sentado claramente contra a vontade com a melhor e mais clássica cara de “enjoadinho” – já que ele obviamente queria estar em casa jogando (ou quebrando) seu terceiro Wii. E a bebezinha olha tudo divertida... sabendo que não agirá diferente no futuro.
Pura aparência... pura ostentação... pura idiotice.

Uma bolha, um aquário onde os peixinhos, mais dourados que nunca, querem desfilar para que o resto do mundo ache que são lindos e felizes, sem parar para pensar que um aquário nada mais é do que uma outra forma de prisão.

Revista Lasanha

E mais uma edição dessa grande iniciativa do meu Brother MaickNuclear de Los Santos Angeles. Dessa vez, com um texto meu servindo de ingrediente para a massa. E estou muito bem acompanhado de uma porrada de gente bacana pra caramba tipo o Robocop, o Dani Boy, o Picanha, o Diniz, o Jarbas, o Márcio Américo, a Mariana Hagné, a Paula Klaus, o Pedro Peregrino, o Carlaccio, sem contar o próprio Maick...

Bom, mas não perca tempo lendo esse texto. Vá lá experimentar.

Sunday, July 06, 2008

Love will tear us apart... again

When routine bites hard and ambitions are low
and resentment rides high but emotions won't grow
And we're changing our ways, taking different roads
Then love, love will tear us apart again
Love, love will tear us apart again
Why is the bedroom so cold? You've turned away on your side
Is my timing that flawed? Our respect runs so dry
Yet there's still this appeal that we've kept through our lives
But love, love will tearus apart again
Love, love will tear us apart again
You cry out in your sleep, all my failings exposed
And there's tast in my mouth as desperation takes hold
Just that something so good just can't function no more
But love, love wil tear us apart again
Love, love will tear us apart again
Love, love will tear us apart again
Love, love will tear us apart again

Ian Curtis - um cara que sabia das coisas.

Saturday, July 05, 2008

Sobre a estratégia, a folha e a cama desarrumada

Não sei se é um resquício dos meus tempos de 5/8 (cinco dias por semana, oito horas por dia), mas meus sábados são sempre, letárgicos. Ao contrário dos outros dias da semana, eu sempre desperto por volta das 8h30 (durante a semana esse horário varia entre 9h30 e 11h), e ao contrário dos outros dias, eu sinto que não preciso levantar, então fico lutando comigo mesmo, com o sono e com a falta dele.

Dou uma zapeada na televisão, a consciência pesa, os olhos também, volto a dormir, geralmente por mais uma hora, hora e meia. Aí pego o livro da vez (A Estratégia de Lilith, finalmente), leio muito, dou uma olhada no email e fico esperando dar o horário para almoçar, só para decidir que hoje é Sábado e tenho que almoçar tarde.

Hoje o interfone tocou e o porteiro me avisou que a Folha tinha chegado. Como não assino a Folha, agradeci mas achei estranho. Aí ele me avisou que a folha está dando uma cortesia durante todo o mês, somente aos finais de semana para o morador do 104, antigo assinante, o senhor Enderson ou Neverson... algo assim, ligado ao infinito. Como eu nunca ganho nada de graça, sentei no meu puffe e passei os olhos por tudo e li com um pouco mais de atenção as matérias relacionadas à Flip, e nem valeu tanto a pena assim.

Às vezes eu penso no trabalho que tenho a fazer, mas os resquícios do 5/8 me tomam de assalto e penso que há também muitos filmes que eu preciso ver, preciso colocar meu sono em saldo para o dia em que eu precisar dele e quero continuar a ler, aproveitando que finalmente as coisas começaram a caminhar nesse ramo.

E sem grana, sem companhia, e totalmente sem vontade, vejo o sol brilhando lá fora, mas não cogito sair enquanto ele não se apagar. Definitivamente, sábados são dias esquisitos para mim.

Friday, July 04, 2008

Pra finalizar bem a semana

Noite de sexta tranqüila e solitária com alguns snacks, uma garrafa de conhaque e uma maratona de Woody Allen.











Nada melhor.

Identificação


Não adianta, eu sou daquele tipo de pessoa, que gosta de uma coisa cerca de 70% por causa da identificação, e o resto por outros detalhes. Claro que nem sempre essa regra se aplica. Por exemplo, eu gostei muito de Cão sem Dono, por ver um pouco de mim e da minha história recente ali. Morar mal, não ter dinheiro pra nada, ficar sempre sozinho e no fim ter que voltar para a casa dos pais e meio que recomeçar a vida. Concordo com quem diz que a adaptação do livro é quase inexistente e que podia ter roteiro, mas eu sempre achei graça em ver algo de mim em um filme ou em uma peça Vide Alta Fidelidade (exemplo mais óbvio que mijar na privada), peça, filme e livro...

Às vezes rola a identificação com aquilo que gostaríamos de ser. É o caso de Californication. Um escritor publicado, meio cheio da grana, bonitão e comedor... o total oposto de mim, confere. Só que é a idealização perfeita do que todo escritor pobre, não publicado, feio (infelizmente TODOS) e que suas relações são lastimáveis. Claro que algumas pessoas me acharam parecido com o Hanky Moody por causa do niilismo, mas pára por aí.

E agora pensando em todas as outras séries que eu acompanhei e gostei muito tipo Gilmore Girls, The O.C., Arquivo X, Seinfeld ... a única em que havia esparsos sinais de identificação foi Friends... e mesmo assim, anos luz de distância.

E tudo isso para falar da única série em que existe em cada episódio, pelo menos um destes sinais... e por incrível que pareça, essa série me ajudou a entender mais sobre mim. Estou falando de HOUSE. A série sobre um médico fodão, misantropo pra caralho, ácido, mal humorado, viciado em remédios para dor e anti-social.

Excluo da identificação toda a parte medicinal da série. Isso não me interessa muito. Mas toda a parte humana, é foda... dá até medo. Cena clássica 1... depois de tomar um sabão sobre o rumo de sua vida, sobre sua solidão e sobre a sua busca por um ‘barato’ errado, House passa em frente a um bar e vê seus companheiros de trabalho bebendo, rindo e conversando. Ele pára por 1 minuto, pensa, e resolve ir embora.
Ah Deus sabe quantas vezes isso aconteceu comigo.

Cena clássica 2... Finalmente chegam as férias de House, e ao invés de sair ou viajar como uma pessoa normal, o cara simplesmente se tranca em casa, liga a TV no Travel Channel, tira o telefone do gancho e se esparrama do sofá.
Deus sabe...

Cena clássica 3... todas as vezes em que ele força sua amizade com o Dr. Wilson até o limite, só pra ver se ela é forte mesmo... E como o limite vai esticando, dá pra imaginar as merdas que ele faz. E o Dr. Wilson sempre agüenta em nome da amizade....
Costumo dizer que sempre somos o House de alguém e o Wilson de outros.
Eu sou o House de muitos... que podem até atestar, vide a quantidade enorme de amigos que tenho. Deus...

Fora a o gosto dele por pornografia e por coeds, sua complicada situação com as mulheres e a falta de paciência com a humanidade em geral, que na maioria das vez é simplificada em uma única palavra: imbecis. E eu concordo com ele... sempre com um sorriso no rosto.

E claro que o fato de ele ser um gênio da medicina e eu não ser sequer o rei do meu quitinete é outro fato assustador, porque quando se é um gênio, tudo se perdoa, e quando não se é nada, não há o menor respeito, existe o fundo do poço, a solidão e mais e mais seriados. Não que eu não goste disso, eu até prefiro.

O problema é que, apesar de ser cool, e o House ser carismático (ele é o personagem principal da série, precisa ser, precisa vender anúncios, ser exportado, as pessoas precisam sentir necessidade de pedir autógrafos, etc... na vida real é dificílimo ser assim, e é foda ver nesse espelho bizarro certas características do seu caráter. Que nem sempre são tão legais quanto se acha que é...
Faz pensar.
E isso nunca é bom.

Mas eu vou continuar assistindo, ficando mais fã do que já estou, e percebendo que, por mais que eu assista, e por mais que eu ache que assistindo eu vá me conhecer melhor, isso não vai mudar nada. Acho que sou cabeça dura demais, difícil demais, “House” demais para mudar agora. E nem tenho a menor vontade de fazer isso... desulpa aí.

Então só acho que convive comigo, me conhece ou me acha um filho da puta, escroto, ou até mesmo um cara legal, me entenderia melhor se assistisse essa série. Tipo um manual de instrução, sei lá... mais uma espécie de identificação: a identificação do outro.

Ou outro bom motivo é porque é um puta seriado, mas isso a maioria já sabe.

P.S. e no dia em que a NET resolver o problema de internet e da TV a Cabo, e do telefone, eu posso voltar a postar e a ver House diariamente.

Wednesday, July 02, 2008

House animado

Bom, meu seriado favorito de todos os tempos da última semana é HOUSE. A história do médico viciado, de mal com a vida, sarcástico e genial é uma das melhores coisas em termos de roteiro que já vi. Alguns diálogos poderiam facilmente entrar para o hall da boa literatura.
E como House faz um puta sucesso, já tem gente zuando.
E pra quem gosta, vai entender os vídeos e achar muita graça:

E no Utube tem mais um porrilhão de vídeozinhos como esse.

Tuesday, July 01, 2008

Apocalypse Now


Nada como o cheiro de napalm pela manhã.